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	<title>Caviloso &#187; Eliane</title>
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	<description>(&#34;Cavilosidade sugere esconderijo, cave – aquele recôncavo onde o vinho envelhece. Na cave o gato se esconde, ele sabe do perigo.&#34; - Lygia F. T.)</description>
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		<title>Protegido: Sou a favor do aborto</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 17:25:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane</dc:creator>
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		<title>&#8220;Grama crescendo,</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 14:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[espalhando orvalho, colhendo amoras, pintando o céu, colorindo flores, abrindo a toalha, afofando as nuvens, roubando a cesta de piquenique&#8230;&#8221; Tão bucólica e ingênua a abertura do Picnik, que chega a ser singela. Site bom para brincar com fotos (assumo: &#8230; <a href="http://www.elianebortolotto.com/blog/?p=613">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>espalhando orvalho, colhendo amoras, pintando o céu, colorindo flores, abrindo a toalha, afofando as nuvens, roubando a cesta de piquenique&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<p>Tão bucólica e ingênua a abertura do <a href="http://www.picnik.com/" target="_blank">Picnik</a>, que chega a ser singela. Site bom para brincar com fotos (assumo: não tenho uma câmera de verdade nem sou boa fotógrafa, então faço firulas).</p>
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		<title>O NetGeo&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 01:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[desperta um choro há muito esquecido, o de desespero. O NatGeo mostra a leoa ferida e faminta, que caça e mata pra comer um filhote d&#8217;outra espécie enquanto o pequeno matava a sede. Ela morde pra valer o bicho, que &#8230; <a href="http://www.elianebortolotto.com/blog/?p=611">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>desperta um choro há muito esquecido, o de desespero. O NatGeo mostra a leoa ferida e faminta, que caça e mata pra comer um filhote d&#8217;outra espécie enquanto o pequeno matava a sede. Ela morde pra valer o bicho, que morre rápido entre os dentes dela. A leoa se afasta arrastando o filhote de outro, e arrastando também sua barriga esfolada, cortada, talvez numa briga, armadilha. Ela tenta recuperar um pouco da força com o animal caçado, morto, estraçalhado&#8230;</p>
<p>O NatGeo desespera. Filma um grupo de hienas que não riem pra caçar, não parecem se divertir, mas fazem isso porque assim é. Tocaiam e agarram um filhote de zebra, o derrubam e começam e lhe arrancar pedaços de carne dos quartos. Passam-se alguns minutos e o filhote se levanta tentando uma chance&#8230; As hienas continuam imobilizando-o e mordendo-o. Passam-se muitos minutos até que o filhote desista e morra. Nenhuma zebra adulta veio socorrê-lo, nenhuma mãe heroína. O momento não vira um vídeo no YouTube que salva o dia da gente.</p>
<p>O NatGeo e esses programas da natureza selvagem. A natureza que é o que é, mas por que mesmo que ela é assim? Por que tanta beleza e tanta dor, tanto sofrimento, tanta morte? Por que não se morre rápido, ao menos, por que a morte é tão, tão, tão&#8230; tão, assim, cheia de sangue, choro, pedaços arrancados, minutos que não cessam, desespero&#8230;?</p>
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		<title>Essa falta de jeito para se relacionar</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 01:47:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Então, estava esquecendo, ontem assisti a Mary And Max, sugestão do Jotabê Medeiros. É muito bacana. A história de uma garotinha da Austrália que acaba trocando cartas com um novaiorquino. Ambos vivem sós, sem amigos e sem muitas perspectivas. Depois &#8230; <a href="http://www.elianebortolotto.com/blog/?p=598">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então, estava esquecendo, ontem assisti a Mary And Max, sugestão do Jotabê Medeiros. É muito bacana. A história de uma garotinha da Austrália que acaba trocando cartas com um novaiorquino. Ambos vivem sós, sem amigos e sem muitas perspectivas. Depois de anos, a menina cresce e acha que as coisas estão melhorando, mas realmente nada é mesmo fácil.</p>
<p>Mary And Max é uma animação escrita e dirigida por Adam Elliot, baseada numa experiência da vida do autor, que passou 20 anos se correspondendo com um amigo por meio de cartas. Os protagonistas são dublados por dois de meus atores ótimos: Tony Collette e Philip Seymour Hoffman. E o filme ainda tem um <a href="http://www.maryandmax.com/" target="_blank">site</a> lindo. Mas o mais interessante é a sensibilidade com que é contada a história, mesclando dor e humor.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/KPULUwu0Wm8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/v/KPULUwu0Wm8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Protegido: Crazy Heart</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 13:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane</dc:creator>
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		<title>Protegido: Grandes amigos</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 17:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane</dc:creator>
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		<title>O leão mais doce, de novo</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 02:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ACE &#8211; Em 1969, Anthony &#8220;Ace&#8221; Bourke, recém-formado na universidade e com 23 anos, deixou a Austrália. Ele e o amigo John Rendall foram para Londres decidir que caminho profissional seguir. Trabalhava numa loja de móveis chiques de Chelsea e &#8230; <a href="http://www.elianebortolotto.com/blog/?p=469">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.elianebortolotto.com/blog/wp-content/uploads/2010/08/2010-07-12-01.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-470" title="2010-07-12 01" src="http://www.elianebortolotto.com/blog/wp-content/uploads/2010/08/2010-07-12-01-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a>ACE &#8211; Em 1969, Anthony &#8220;Ace&#8221; Bourke, recém-formado na universidade e com 23 anos, deixou a Austrália. Ele e o amigo John Rendall foram para Londres decidir que caminho profissional seguir. Trabalhava numa loja de móveis chiques de Chelsea e comprou um filhote de leão numa loja de departamentos. Deu-lhe o nome de Christian por causa dos primeiros cristãos que eram devorados por leões. Hoje trabalha com arte australiana e mora em Sydney. Tem medo de cachorros e vive com seus dois gatos.</p>
<hr />
<p><a href="http://www.elianebortolotto.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/2010-07-12-02.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-476" title="2010-07-12 02" src="http://www.elianebortolotto.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/2010-07-12-02-298x300.jpg" alt="" width="298" height="300" /></a>JOHN &#8211; Na Austrália, John Rendall sempre tivera animais de estimação: gatos, cachorros e cangurus. Em Londres, se encantou pelo leão da Harrods. Se ele e o amigo Ace não tivessem comprado Christian, provavelmente o filhote teria sido vendido para um zoológico ou circo. Conviveram com Christian por alguns meses e depois conseguiram que ele fosse reabilitado e libertado na África. Hoje, John é relações públicas e auxilia a Fundação George Adamson Para A Preservação Da Vida Selvagem.</p>
<hr />
<p><a href="http://www.elianebortolotto.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/2010-07-12-03.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-482" title="2010-07-12 03" src="http://www.elianebortolotto.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/2010-07-12-03-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" /></a>GEORGE &#8211; George Adamson havia sido guarda-florestal e caçador. De algoz a amigo, passou a reabilitar leões para a vida selvagem: filhotes órfãos, animais de circos e zoológicos. O trabalho que ele e a esposa fizeram com a leoa Elza virou livro e filme nos anos 1960. Ele aceitou receber o leão inglês e era apaixonado por ele, embora um dia Christian tenha derrubado George e colocado a cabeça dele em sua boca. Vários outros leões foram reabilitados. Em 1989, George foi morto a tiros por caçadores.</p>
<hr />
<p><a href="http://www.elianebortolotto.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/2010-07-12-04.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-486" title="2010-07-12 04" src="http://www.elianebortolotto.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/2010-07-12-04-300x223.jpg" alt="" width="300" height="223" /></a>TONY &#8211; No final de 1971, Tony Fitzjohn era o que poderíamos chamar de andarilho. Não se acostumava ao meio urbano e o que queria era lidar com animais. Chegou ao Parque Nacional de Kora (África) e se ofereceu para trabalhar com George Adamson na reabilitação de leões. Entre os ataques que sofreu, o próprio leão Christian, um dia, o derrubou e o puxou pela cabeça; Tony lhe deu um soco no nariz e Christian o soltou. Quase quarenta anos depois, Tony continua envolvido em projetos pela preservação da vida selvagem.</p>
<hr />
<p><a href="http://www.elianebortolotto.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/2010-07-12-05.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-490" title="2010-07-12 05" src="http://www.elianebortolotto.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/2010-07-12-05-216x300.jpg" alt="" width="216" height="300" /></a>CHRISTIAN &#8211; Os pais dele viveram num zoológico por toda a vida. A Christian, em vez de uma vida segura em cativeiro, lhe coube um destino incerto e livre na África. Depois da infância em Londres, ele foi reabilitado e voltou ao lugar dos seus antepassados. Aprendeu a caçar, teve namoradas, as perdeu para leões selvagens, lutou com leões selvagens, machucou-se, ficou solitário, formou outras alcateias, cresceu e perdeu a inocência, teve filhos. Teve as compensações e o ônus da liberdade. Nunca se soube como morreu.</p>
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		<title>Protegido: Não me aguento mais</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 12:50:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane</dc:creator>
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		<title>Tantos humanos/ humanidade nem tanto</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 23:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane</dc:creator>
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		<title>O leão mais doce</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 19:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um Leão Chamado Christian é uma graça. O vídeo no YouTube me fez chorar na primeira vez em que o vi e a história em livro mostra com mais detalhes toda a magia daquele relacionamento, o de dois caras com &#8230; <a href="http://www.elianebortolotto.com/blog/?p=452">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um Leão Chamado Christian é uma graça. O vídeo no YouTube me fez chorar na primeira vez em que o vi e a história em livro mostra com mais detalhes toda a magia daquele relacionamento, o de dois caras com um leão. Ace e John, australianos, se mudaram para Londres em 1969 e um dia viram um filhote de leão sendo vendido numa loja de departamentos. Naquele tempo era fácil comercializar animais exóticos e <em>cool</em> possuir um em casa.</p>
<p>Compraram-no, mas sempre souberam que não poderiam ficar com ele para sempre. Quando se tornasse adulto, o leão não poderia continuar a dormir num porão e a passear entre os móveis da loja em que os donos trabalhavam. Em alguns meses, o filhote Christian, se tornou muito grande para o lugar. Foi quando os rapazes conseguiram parceria para reabilitar Christian e fazê-lo capaz de viver na África.</p>
<p>Um ano depois de Christian ter sido deixado no Quênia, Ace e John foram vê-lo novamente. O reencontro foi filmado e cerca de 35 anos depois foi parar no YouTube. E virou hit. Um leão grande pulando em dois homens&#8230; não para atacá-los, mas para saudá-los, para brincar como faz um cachorro quando seus donos voltam para casa no final do dia. É lindo.</p>
<blockquote><p>
Tentamos entender por que o vídeo provocou uma reação tão emotiva em milhões de pessoas. Será o amor incondicional que Christian demonstrou? Trata-se de crescimento e separação? Trata-se de perda, solidão e alegria do reencontro? Será que as pessoas estão projetando seus sentimentos e necessidades em relação a seus próprios bichos de estimação, e o consolo e o companheirismo que eles nos oferecem? (Ace Bourke e John Rendall)</p></blockquote>
<p>O que encanta é o inusitado de um animal selvagem (novamente) se lembrar de seus antigos donos e ainda mostrar tamanho carinho por eles. E é muito bom ler o livro e saber que Ace e John não tentaram domesticar Christian totalmente, não tentaram fazê-lo subserviente. Os dois o mimaram, mas sempre o respeitaram como leão e como amigo.</p>
<p>Há muito vídeos sobre eles na internet. Muitos com músicas e textos apelativos pra caramba, com um tom sentimentalóide. E também há várias informações erradas. Por exemplo: tinha um vídeo que dizia que Ace e John foram reencontrar Christian 35 anos depois!?!? Nooossa! Algumas coisas são esclarecidas no livro, pelos donos de Christian&#8230;</p>
<p>Ace disse que escolheu o nome Christian como uma ironia, por causa dos cristão que eram devorados por leões antigamente, e também era uma forma de sempre lembrá-los de que o animal era um perigo presente. No entanto, poucos incidentes aconteceram. Christian não gostava de restrições, mas era muito afetuoso e colaborativo.</p>
<blockquote><p>
Os leões não são desdenhosos como os gatos e são mais parecidos com os cachorros no quesito sociabilidade.</p></blockquote>
<p>Para tentar dar uma boa vivência para Christian, enquanto o criavam em Londres, Ace e John o levavam para se exercitar numa espécie de cemitério moraviano (protestante). Mas também o deixavam ficar na vitrine da loja de móveis Sophistocat, e passeavam com ele em outros lugares da cidade:</p>
<blockquote><p>
Não contamos a Christian que ele era um leão. Achávamos que essa informação só levaria a um lamentável comportamento de leão. Evitávamos usar a palavra &#8220;leão&#8221; na frente dele, mas ocasionalmente tínhamos que soletrar L-E-Ã-O para as pessoas que pensavam que Christian era um leopardo por causa de sua pintas. Ele gostava de se olhar nos grandes espelhos da Sophistocat. Assim sendo, embora deva ter ficado confuso com relação ao tipo de animal que era, ele sabia exatamente como era sua aparência. Muitas vezes, ele nos acompanhava no carro, e como possivelmente há mais estátuas de leões em londres do que leões vivos na África, decidimos contar-lhe a verdade antes que descobrisse por conta própria e fizesse perguntas difíceis. Nós o levamos a Trafalgar Square para ver os leões na base da Coluna de Nelson. Ele ficou maravilhado por ser um símbolo tão evidente de nobreza. Felizmente, a informação não alterou seu comportamento, pois ele tinha, como todos os felinos, presumido sua superioridade sobre nós desde o início. Mas informação demais podia ser perigoso ou confundi-lo, então pedimos aos pastor moraviano que não lhe dissesse que os primeiros cristãos foram jogados aos leões.</p></blockquote>
<p>E, enfim, Christian se tornou muito grande para continuar com o modo de vida que levava. Ace e John não queriam mandá-lo para um zoológico ou para algum criador pouco indicado. Através de atores que fizeram o filme &#8220;A História de Elza&#8221; (uma leoa), chegaram até George Adamson, que trabalhava com leões tentando introduzi-los na vida selvagem. Era a melhor solução, mas mesmo assim havia preocupações:</p>
<blockquote><p>
Percebemos que Christian talvez não gozasse de uma vida muito longa. Na média, os leões vivem até os dezoito ou vinte anos em zoológicos, mas sobrevivem aproximadamente doze a quinze anos na selva. Precisam enfrentar lutas territoriais uns com os outros, assim como secas que diminuem o número de presas. Apenas os mais fortes sobrevivem. Quando os leões caçam animais grandes, como os búfalos, se não os matarem com eficiência, podem facilmente ser feridos ou mortos. E Christian, com sua criação em Chelsea, largaria em desvantagem. Entretanto, escaparia de uma vida longa, segura, mas totalmente desprovida de sentido no cativeiro, e teria a oportunidade de tentar a sorte em seu ambiente natural.</p></blockquote>
<p>E Ace e John não estavam correndo sérios riscos ao reecontrar o leão, como alguns propalam. Havia se passado um ano (pouco, muito?), mas o animal vinha sendo acompanhado por George Adamson (o senhor que aparece no vídeo), que estava certo de que Christian os reconheceria, só não imaginava que ele ainda demonstrasse tanto afeto.</p>
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